Hipertensão atinge milhões no Brasil e avança como ameaça silenciosa à saúde
Sem sintomas na maioria dos casos, pressão alta exige diagnóstico precoce e controle contínuo para evitar infarto e AVC
Paciente convive com hipertensão há duas décadas e reforça a importância do acompanhamento médico regular A hipertensão arterial, conhecida popularmente como pressão alta, já atinge cerca de 30% da população brasileira e representa um dos principais fatores de risco para doenças graves como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Mesmo com números elevados, muitos pacientes ainda desconhecem o diagnóstico, já que a condição costuma não apresentar sintomas.
Foi o que aconteceu com Jermino Alves Pinheiro, que descobriu ser hipertenso aos 50 anos durante uma consulta de rotina. Sem sentir qualquer sinal, ele iniciou o tratamento com medicamentos e passou a acompanhar regularmente a saúde. Hoje, aos 70 anos, segue em andamento após ter passado por uma cirurgia de ponte de safena.
O alerta ganha ainda mais importância neste 26 de abril, data em que se celebra o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. Especialistas destacam que a doença é considerada um “inimigo silencioso”, justamente por evoluir de forma discreta ao longo dos anos.
A hipertensão ocorre quando o coração precisa fazer mais esforço para bombear o sangue, o que pode causar danos progressivos ao organismo. Entre as complicações estão, além do infarto e do AVC, insuficiência renal, insuficiência cardíaca e aneurismas.
De acordo com especialistas, não existe uma única causa para a doença. Fatores como histórico familiar, obesidade, sedentarismo, estresse, consumo excessivo de álcool, tabagismo e alimentação rica em sal contribuem diretamente para o seu desenvolvimento.
A recomendação é que adultos verifiquem a pressão arterial ao menos uma vez por ano, mesmo sem sintomas. O acompanhamento contínuo é fundamental para evitar complicações ao longo do tempo.
A população pode procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para medir a pressão arterial gratuitamente. O serviço é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, na maioria dos casos, não exige agendamento.
Além do acompanhamento médico, mudanças no estilo de vida são essenciais para o controle da doença. Manter o peso adequado, reduzir o consumo de sal, praticar atividades físicas, evitar o tabagismo e moderar o consumo de álcool estão entre as principais orientações para prevenir e controlar a hipertensão.




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