DF aposta na arte como caminho para saúde mental

Projeto Libertarte une cultura, cuidado e geração de renda


DF aposta na arte como caminho para saúde mental

O Distrito Federal avança em uma abordagem mais humanizada para a saúde mental com a nova edição do projeto Libertarte, que aposta na arte e na cultura como ferramentas de cuidado e inclusão. Desenvolvida nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), a iniciativa promove oficinas criativas que estimulam expressão, autonomia e reconstrução de vínculos sociais, especialmente entre pessoas em situação de sofrimento psíquico.

Mais do que atividade terapêutica, o Libertarte incorpora a lógica da economia solidária ao incentivar a produção de peças artesanais e outras criações que podem gerar renda. A proposta amplia o papel dos Caps, que deixam de ser apenas espaços de atendimento clínico para se tornarem ambientes de desenvolvimento social e econômico, fortalecendo o protagonismo dos usuários.

A iniciativa segue diretrizes da política nacional de saúde mental, baseada no cuidado em liberdade e na valorização da convivência comunitária. Ao integrar cultura e saúde pública, o projeto contribui para reduzir estigmas e promover uma visão mais inclusiva sobre o tratamento, alinhada a práticas já defendidas por especialistas e instituições da área.

Apesar dos avanços, o desafio ainda é escalar esse modelo. A demanda por atendimento em saúde mental cresce no DF, e projetos como o Libertarte ainda operam com alcance limitado. Para especialistas, o caminho passa por transformar experiências como essa em políticas estruturantes, com investimento contínuo e expansão para outras regiões administrativas.




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