Educação e acolhimento fortalecem tratamento de diabetes no Hospital da Criança de Brasília
Atendimento multidisciplinar promove autonomia, liberdade e qualidade de vida para crianças e adolescentes com diabetes no HCB
Equipe multidisciplinar do HCB atua com crianças e adolescentes com diabetes, unindo tratamento clínico, educação em saúde e acolhimento emocional. O tratamento do diabetes no Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) vai muito além do controle da glicemia e da aplicação de insulina. A instituição adota uma abordagem multidisciplinar que busca garantir autonomia, liberdade e qualidade de vida para crianças e adolescentes que convivem com a doença crônica.
De acordo com a endocrinologista pediátrica e responsável técnica pelo Programa de Diabetes do HCB, Paola Brugnera, cada paciente é acompanhado de forma individualizada, considerando sua rotina, hábitos alimentares e necessidades específicas. O atendimento envolve diferentes áreas, como endocrinologia, enfermagem, nutrição, psicologia e serviço social.
Segundo a especialista, o diferencial do hospital está justamente na integração das equipes. “Não adianta a gente só entregar a receita de insulina, se não atendermos o paciente nas suas individualidades”, destaca.
A educação nutricional é uma das principais frentes do cuidado. A nutricionista clínica Ana Rosa Arruda explica que o foco não é a restrição alimentar, mas o aprendizado sobre os alimentos e suas composições, permitindo escolhas mais conscientes. O objetivo é ensinar como equilibrar a alimentação no dia a dia, sem impor privação.
O HCB também realiza atividades educativas, como palestras de contagem de carboidratos, que ajudam pacientes e familiares a ajustarem a dose de insulina de acordo com a alimentação. Além disso, eventos como o Dia ABCD “Aprendendo Brincando Com o Diabetes” utilizam dinâmicas lúdicas para reforçar o aprendizado e aproximar crianças e adolescentes que vivem a mesma realidade.
Para a psicóloga hospitalar Natália Paz, o suporte emocional é essencial no tratamento. Ela explica que o impacto do diagnóstico vai além do físico, exigindo mudanças constantes na rotina. Por isso, o acompanhamento psicológico busca ajudar na aceitação da condição e no fortalecimento do autocuidado.
“O nosso principal objetivo aqui é promover independência, autonomia desses pacientes e liberdade, acima de tudo”, afirma a profissional.
O modelo de atendimento também envolve as famílias, que participam ativamente das atividades e aprendem a lidar com o tratamento no dia a dia. Segundo relatos de pacientes e responsáveis, o acompanhamento integrado faz diferença significativa na adesão ao tratamento e na qualidade de vida.
O Hospital da Criança de Brasília reforça, com essa abordagem, a importância de tratar o diabetes não apenas como uma condição clínica, mas como uma realidade que exige cuidado contínuo, informação, acolhimento e suporte emocional para pacientes e cuidadores.




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