Bia Kicis, não é assim: portas fechadas geram críticas e colocam diálogo político em xeque
Parlamentar é alvo de questionamentos após relatos de restrições à participação de representantes da imprensa, proprietários de portais e deputados distritais
Bia Kicis é questionada por postura que, segundo relatos, teria restringido a participação de representantes da imprensa e de parlamentares em determinados espaços políticos. Kicis, não é assim: portas fechadas geram críticas e colocam diálogo político em xeque
Parlamentar é alvo de questionamentos após relatos de restrições à participação de representantes da imprensa, proprietários de portais e deputados distritais
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CHAMADA:
Em política, diálogo não pode ser seletivo. Relatos de que representantes e proprietários de portais de notícias, além de alguns deputados distritais, teriam sido impedidos de participar de determinados espaços envolvendo a parlamentar provocam reação e reacendem o debate sobre transparência, respeito à imprensa e abertura para o contraditório.
LEGENDA:
Bia Kicis é questionada por postura que, segundo relatos, teria restringido a participação de representantes da imprensa e de parlamentares em determinados espaços políticos.
MATÉRIA
BRASÍLIA — Não, Bia Kicis, não é assim! Em um ambiente democrático, onde a política depende do diálogo permanente com a sociedade, portas fechadas e restrições à participação de representantes da imprensa e de parlamentares inevitavelmente geram questionamentos.
Relatos de que representantes e proprietários de portais de notícias, além de alguns deputados distritais, teriam sido barrados em determinado espaço envolvendo a parlamentar levantam uma discussão que vai além de uma situação pontual: qual deve ser o limite entre organização política e abertura ao diálogo?
A imprensa exerce papel fundamental na democracia. Portais, rádios, jornais e demais veículos de comunicação são responsáveis por levar informações ao cidadão, acompanhar a atuação dos agentes públicos e apresentar diferentes pontos de vista.
Da mesma forma, parlamentares, independentemente de partido ou posicionamento político, representam parcelas da população e precisam ter espaço para o debate e para o contraditório.
Política não se faz apenas com aliados
A política pode ser feita entre amigos, aliados e grupos que compartilham os mesmos ideais. Mas a atividade pública exige algo maior: capacidade de conviver com opiniões diferentes.
É justamente nos momentos de divergência que a disposição para conversar se torna ainda mais importante.
Se representantes da imprensa ou parlamentares são impedidos de participar de determinados ambientes políticos, é natural que surjam dúvidas sobre os critérios adotados e sobre a abertura daquele espaço ao debate democrático.
Não se trata de defender privilégios ou acesso irrestrito. Eventos e agendas podem ter regras de organização, segurança e credenciamento. O ponto central é outro: quando decisões desse tipo envolvem agentes públicos e representantes da sociedade, transparência e critérios claros são fundamentais.
A imprensa não pode ser tratada como adversária
Críticas fazem parte da democracia. Perguntas incômodas também.
Um parlamentar pode discordar de uma reportagem, questionar uma manchete ou contestar uma opinião publicada. O que não pode ser perdido de vista é que o papel da imprensa é justamente acompanhar o poder público, fiscalizar, perguntar e informar.
Por isso, quando surgem relatos de restrições a jornalistas, representantes de portais ou proprietários de veículos de comunicação, a situação merece esclarecimento.
O diálogo com a imprensa não deveria acontecer somente quando as perguntas são convenientes. Democracia se fortalece quando existe espaço para o contraditório.
Bia Kicis precisa esclarecer
A discussão, portanto, não deveria se transformar em uma disputa pessoal. O mais importante é que os fatos sejam esclarecidos e que os critérios utilizados para permitir ou restringir a participação de pessoas sejam apresentados de forma transparente.
Em política, quem ocupa espaço público precisa compreender que sua atuação estará permanentemente sob os olhos d




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