GDF avança na transferência de órgãos para o CAD-DF e mira economia de R$ 168 milhões por ano
Ocupação do complexo administrativo em Taguatinga começa de forma gradual e pretende reduzir gastos com imóveis alugados, além de concentrar estruturas do Executivo em um único espaço
Transferência de órgãos para o CAD-DF, em Taguatinga, busca reduzir despesas com aluguéis e dar novo uso ao complexo administrativo. O Governo do Distrito Federal iniciou nesta sexta-feira (4) uma nova etapa da ocupação do Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD-DF), em Taguatinga. A iniciativa representa uma mudança na estrutura administrativa do Executivo e busca, principalmente, reduzir os gastos públicos com o aluguel de imóveis utilizados atualmente por diferentes órgãos.
O complexo, concluído em 2014, permaneceu sem ocupação integral desde então. Agora, o GDF coloca em prática um cronograma de transferência gradual de secretarias e estruturas administrativas para o espaço, que foi projetado justamente para concentrar órgãos públicos.
A primeira fase da ocupação deverá utilizar aproximadamente 31% do complexo e será realizada gradualmente. A expectativa anunciada pelo governo é de que a mudança possibilite uma economia de até R$ 168 milhões por ano em despesas com aluguéis. O valor corresponde a aproximadamente R$ 14 milhões mensais atualmente destinados pelo GDF à locação de imóveis.
Entre as estruturas previstas para deixar imóveis alugados estão órgãos como as secretarias de Obras e Infraestrutura, Desenvolvimento Urbano e Habitação, Mobilidade, Meio Ambiente e o DF Legal. A transferência deverá ocorrer de maneira escalonada, conforme os espaços do CAD-DF forem adequados para receber cada equipe.
Patrimônio público volta a cumprir sua finalidade
Além da economia financeira, a ocupação do CAD-DF representa uma tentativa de dar utilidade plena a um complexo construído para abrigar a administração pública. A concentração de diferentes órgãos em um mesmo espaço também pode favorecer a integração administrativa e reduzir a dispersão das estruturas governamentais.
O governo avalia ainda que os recursos economizados com os aluguéis poderão ser direcionados para áreas consideradas prioritárias, como saúde, educação, segurança pública e obras de infraestrutura.
A ocupação também está relacionada a um projeto mais amplo de reorganização da região. Para viabilizar a utilização integral do complexo, estão previstas intervenções viárias no entorno, incluindo a construção de dois viadutos e melhorias na ligação entre Taguatinga, Ceilândia e Samambaia.
Uma mudança aguardada há mais de uma década
O início da transferência coloca em prática uma decisão que vinha sendo discutida há anos. Desde a conclusão do empreendimento, em 2014, o CAD-DF não havia sido utilizado para a finalidade administrativa originalmente planejada.
Com a mudança, o GDF pretende transformar o complexo em um dos principais polos da administração pública do Distrito Federal, ao mesmo tempo em que busca diminuir despesas permanentes com imóveis alugados.
A expectativa é que a ocupação avance gradualmente nos próximos meses, ampliando o número de órgãos instalados no local e consolidando uma nova configuração administrativa para o Governo do Distrito Federal.




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