Celina enfrenta ataques de Fake News e denuncia jogo sujo na disputa pelo GDF

Governadora reage a cartazes ofensivos, aciona a Justiça Eleitoral e anuncia que levará o caso à Polícia Federal; episódio aumenta a tensão no confronto com Leandro Grass e o PT


Celina enfrenta ataques de Fake News e denuncia jogo sujo na disputa pelo GDF Celina Leão reage aos ataques e anuncia que levará à Polícia Federal a investigação sobre os cartazes espalhados contra sua candidatura.

A disputa pelo Governo do Distrito Federal entra em uma nova fase, marcada pelo aumento da tensão entre Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT). A governadora e candidata à reeleição reagiu à circulação de cartazes ofensivos espalhados por diferentes pontos de Brasília e anunciou que pretende levar o caso também à Polícia Federal.

O material encontrado em paradas de ônibus trazia a expressão “Celina Leão corrupta” e, ao final, fazia referência ao número eleitoral do PT. A campanha da governadora já acionou a Justiça Eleitoral e apresentou queixa-crime à Polícia Civil do Distrito Federal. As autoridades investigam a origem e os responsáveis pela distribuição.

Para Celina, o episódio ultrapassa os limites da crítica política e representa uma tentativa de intimidá-la justamente no momento em que a eleição entra em sua fase decisiva.

“Não vão me intimidar”, afirmou a governadora, ao anunciar que pretende pedir a atuação da Polícia Federal para descobrir quem produziu, pagou e determinou a distribuição do material.

O jogo pesado do segundo turno

A reação de Celina coloca no centro da campanha a discussão sobre os limites da disputa eleitoral. Ataques políticos fazem parte de qualquer eleição, mas a utilização de material anônimo, acusações sem comprovação e peças espalhadas em espaços públicos pode transformar a disputa de ideias em uma guerra de desgaste.

A campanha de Celina pede que a investigação avance até a origem do material. O objetivo é identificar não apenas quem colocou os cartazes nas ruas, mas também quem eventualmente financiou ou coordenou a ação.

Imagens divulgadas mostram dois homens colocando cartazes em paradas de ônibus em Sobradinho. Segundo o relato que acompanha as imagens, os suspeitos usavam adesivos do PT. O caso está sendo apurado pela PCDF.

É justamente nesse ponto que a denúncia ganha peso político: se a investigação comprovar uma ligação entre os responsáveis pelo material e qualquer estrutura partidária ou de campanha, o episódio poderá se transformar em um dos principais fatos do segundo turno.

Até o momento, porém, não há conclusão oficial sobre a autoria ou o financiamento dos cartazes.

Grass e PT negam responsabilidade

A campanha de Leandro Grass afirmou que não produziu nem distribuiu o material e negou responsabilidade pelos cartazes. O PT-DF também declarou não ter conhecimento sobre a origem das peças e questionou a acusação antecipada contra a legenda.

A investigação, portanto, terá papel fundamental para esclarecer quem está por trás da ação.

Celina não recua

Em vez de recuar diante da pressão, Celina decidiu transformar o episódio em mais uma demonstração de enfrentamento político.

A governadora afirma que continuará fazendo campanha e pede que a população registre os cartazes, fotografe os locais e encaminhe as informações às autoridades.

O recado político é direto: Celina não pretende deixar que ataques pessoais definam o segundo turno.

A eleição entre Celina Leão e Leandro Grass será decidida no segundo turno. No primeiro turno, Celina terminou na liderança, com 49,93% dos votos, enquanto Grass obteve 34,47%.

Agora, com a disputa reduzida a dois nomes, cada movimento ganha dimensão ainda maior. E o episódio dos cartazes coloca uma pergunta no centro da campanha: até onde pode chegar a disputa pelo poder no Distrito Federal?

O eleitor merece uma campanha limpa

A democracia permite críticas duras, cobrança e fiscalização. O que não pode prevalecer é a transformação da eleição em território sem regras, onde acusações são lançadas de forma anônima e candidatos são atacados sem que os responsáveis assumam a autoria.

Se houve uma operação organizada para atacar Celina, como a candidata suspeita, cabe às autoridades identificar os responsáveis e aplicar a lei.

Até lá, a denúncia permanece como denúncia  e a investigação será responsável por separar o jogo político legítimo do eventual jogo sujo.




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