Valdemar Costa Neto entra na mira da PF e de Flávio Dino em investigação sobre emendas

Valdemar Costa Neto é alvo de apuração sobre a destinação de R$ 119 milhões em recursos públicos e tem bens bloqueados por decisão do ministro Flávio Dino


Valdemar Costa Neto entra na mira da PF e de Flávio Dino em investigação sobre emendas Operação da Polícia Federal apura suposto esquema de direcionamento de recursos públicos e mira integrantes ligados ao Partido Liberal.

A Polícia Federal investiga o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, por suspeita de participação em um esquema de direcionamento de emendas parlamentares que teria movimentado cerca de R$ 119 milhões. Por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, os bens do dirigente partidário foram bloqueados no mesmo valor apontado pela investigação.

De acordo com a apuração, Valdemar teria indicado a destinação de 21 emendas parlamentares, algo considerado irregular, uma vez que ele não possui mandato parlamentar. A investigação também aponta a participação de assessores e pessoas ligadas ao partido na operacionalização das indicações.

Entre os investigados estão Nara Brum, assessora do PL, uma assessora conhecida como Tuca, ligada ao deputado Arthur Lira, e Garigham Pinto, também associado à legenda.

A Polícia Federal afirma ter identificado planilhas que organizavam as indicações das emendas e aponta que nomes de supostos parlamentares teriam sido utilizados para dar aparência de legalidade às operações.

Em uma das comunicações interceptadas pelos investigadores, Nara Brum teria mencionado a existência de emendas atribuídas a Valdemar e afirmado que o dirigente não aceitaria alterações nas destinações dos recursos.

Além do bloqueio de bens, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão da execução das despesas públicas relacionadas às emendas sob suspeita e deu prazo de dez dias para que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, apresente toda a documentação referente à tramitação interna dos recursos investigados.

O caso ganha repercussão nacional em um momento de forte movimentação política, poucos meses antes das eleições, e pode ampliar o debate sobre a fiscalização das emendas parlamentares e a transparência na aplicação de recursos públicos.




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