PMDF avança na implantação de câmeras corporais e reforça lema de uma polícia do DF não letal
Em entrevista ao programa Vozes da Comunidade, o comandante-geral Flavio Mendonça Palhares destacou que a tecnologia deverá ampliar a segurança jurídica dos policiais, proteger os direitos humanos e fortalecer uma atuação cada vez mais transparente e não
Comandante-geral da PMDF, Flavio Mendonça Palhares, defendeu o uso das câmeras corporais como instrumento de transparência, proteção jurídica e fortalecimento de uma polícia do DF cada vez mais preparada, humanizada e não letal. Uma Polícia Militar mais moderna, transparente, preparada e comprometida com os direitos humanos. Essa é a perspectiva apresentada pelo comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Flavio Mendonça Palhares, durante entrevista ao programa Vozes da Comunidade.
Entre os temas abordados esteve a implantação das câmeras corporais, considerada pela corporação uma ferramenta importante para dar maior segurança jurídica aos policiais e ampliar a transparência das ações realizadas nas ruas.
Palhares destacou que a atividade policial deve caminhar lado a lado com a proteção dos direitos humanos.
“A polícia tem como característica trabalhar respeitando direitos humanos, protegendo direitos humanos e até promovendo direitos humanos”, afirmou.
Uma polícia do DF não letal
A utilização de novas tecnologias também está inserida em uma visão de segurança pública que busca priorizar a prevenção, a mediação, o uso proporcional da força e a preservação da vida.
O conceito de “Polícia do DF não letal” reforça justamente essa perspectiva: uma corporação preparada para proteger a população, preservar vidas e atuar dentro dos limites estabelecidos pela legislação.
Nesse contexto, as câmeras corporais poderão auxiliar tanto na proteção da sociedade quanto na defesa dos próprios policiais durante o cumprimento de suas missões.
Mais segurança jurídica para o policial
Durante a entrevista, o comandante explicou que um dos principais benefícios esperados com a implantação das câmeras é a possibilidade de registrar objetivamente as ocorrências.
Ele citou situações envolvendo prisões em flagrante e posteriores audiências de custódia. Segundo Palhares, quando um preso apresenta uma acusação contra o policial, o militar pode acabar sendo submetido a procedimento administrativo enquanto os fatos são apurados.
Com o registro audiovisual, a corporação poderá contar com um elemento adicional para verificar o que efetivamente ocorreu durante a abordagem.
Na avaliação do comandante, isso deverá conferir maior segurança jurídica e legitimidade às ações dos policiais militares, além de permitir que eventuais denúncias sejam analisadas com base em evidências.
Tecnologia a serviço da população
A câmera corporal, portanto, não é apresentada apenas como mecanismo de fiscalização da atividade policial. Para a PMDF, o equipamento também poderá funcionar como instrumento de proteção para o cidadão e para o próprio agente de segurança.
As imagens poderão contribuir para esclarecer ocorrências, evitar interpretações equivocadas e dar mais transparência às abordagens realizadas pelos policiais.
A expectativa é que a tecnologia também ajude a reduzir procedimentos administrativos instaurados a partir de acusações que não sejam confirmadas posteriormente.
Contratação deve avançar até o fim do ano
Segundo Palhares, a PMDF já trabalha no processo de aquisição dos equipamentos e espera concluir as etapas necessárias para a contratação até o final de 2026.
“Temos a expectativa de que até o final do ano a gente consiga, de fato, concluir esse processo para poder fazer essa contratação”, afirmou.
A implantação das câmeras corporais representa mais uma etapa no processo de modernização da PMDF e reforça a busca por uma segurança pública baseada em tecnologia, capacitação, transparência, respeito à legislação e proteção da vida.
Polícia do DF não letal: proteger, prevenir e preservar vidas, com tecnologia, preparo e respeito aos direitos humanos.




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