Acolhe DF fortalece rede de apoio e já encaminhou 517 pessoas para tratamento contra dependência química
Programa da Sejus-DF amplia o atendimento humanizado e registra 1.163 acolhimentos em um ano e três meses. Nos últimos 45 dias, 103 pessoas aceitaram encaminhamento voluntário.
Equipes do Acolhe DF realizam abordagens e orientações para pessoas em situação de vulnerabilidade, ampliando o acesso ao acolhimento e ao tratamento da dependência química. Foto: Divulgação/Sejus-DF. Acolhimento humanizado abre portas para novas oportunidades
O programa Acolhe DF vem ampliando sua atuação no Distrito Federal e fortalecendo as políticas públicas de enfrentamento à dependência química. Em um ano e três meses desde a implementação de sua nova fase, a iniciativa coordenada pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) contabilizou 1.163 acolhimentos, dos quais 517 resultaram em encaminhamentos voluntários para comunidades terapêuticas conveniadas.
O balanço também aponta avanços recentes: nos últimos 45 dias, 103 pessoas aceitaram a possibilidade de iniciar o tratamento, demonstrando a importância do trabalho de aproximação, diálogo e orientação desenvolvido pelas equipes.
Oficializado pelo Decreto nº 47.423, de 8 de julho de 2025, o programa integra uma rede de ações do Governo do Distrito Federal (GDF), envolvendo secretarias e administrações regionais para ampliar o atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade.
A atuação é realizada pela Subsecretaria de Enfrentamento às Drogas (Subed), responsável pelas abordagens, pelo acolhimento e pelos encaminhamentos de pessoas que manifestam interesse em buscar tratamento.
Respeito, diálogo e autonomia
O trabalho das equipes vai além da abordagem nas ruas. A iniciativa busca compreender a realidade de cada pessoa, esclarecer dúvidas e apresentar alternativas de atendimento, respeitando o tempo, as escolhas e a autonomia de quem precisa de apoio.
Segundo o subsecretário de Enfrentamento às Drogas, Diego Moreno, a escuta qualificada é fundamental para que o acolhimento aconteça de maneira consciente e respeitosa.
A proposta é oferecer caminhos para a recuperação e a reconstrução de projetos de vida, considerando as necessidades individuais e as condições de cada pessoa atendida.
As ações se concentram principalmente no Plano Piloto, mas também chegam a regiões como Ceilândia e Taguatinga, além do Hotel Social, ampliando a presença do programa em diferentes pontos do Distrito Federal.
Atendimento que pode transformar histórias
O Acolhe DF também evidencia a importância da continuidade do acompanhamento e da construção de vínculos entre os profissionais e as pessoas atendidas.
Um dos relatos apresentados pela iniciativa, com identidade preservada, destaca como o diálogo e as informações sobre o funcionamento do tratamento podem contribuir para uma decisão voluntária de buscar ajuda.

A experiência reforça que o acolhimento exige paciência, orientação e respeito, permitindo que cada pessoa compreenda as possibilidades disponíveis antes de decidir iniciar uma nova etapa de sua vida.
Tendas itinerantes ampliam o acesso
Para aproximar os serviços da população, o programa também promove a instalação de tendas itinerantes em quadras das asas Sul e Norte.
Nos espaços, os profissionais da Subed oferecem orientações, esclarecem dúvidas sobre o funcionamento do Acolhe DF e recebem solicitações de acolhimento, facilitando o acesso às políticas públicas de assistência e tratamento.
A iniciativa reafirma o compromisso do GDF com ações humanizadas, buscando ampliar a rede de proteção social e oferecer alternativas para pessoas que enfrentam problemas relacionados ao uso de substâncias psicoativas.
Com o fortalecimento das abordagens e dos encaminhamentos voluntários, o Acolhe DF segue trabalhando para que mais pessoas tenham acesso ao cuidado, à dignidade e a oportunidades de recomeçar.




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