Marconi admite apoio a Wilder no 2º turno, mas campanha do senador nega acordo prévio

Declaração do tucano expõe versões divergentes sobre uma eventual aliança e reacende especulações nos bastidores da disputa pelo Governo de Goiás


Marconi admite apoio a Wilder no 2º turno, mas campanha do senador nega acordo prévio Declarações de Marconi Perillo e Wilder Morais colocam em evidência versões diferentes sobre uma possível composição eleitoral no segundo turno

A disputa pelo Governo de Goiás ganhou um novo capítulo neste sábado (22/8), após declarações de Marconi Perillo (PSDB) sobre uma eventual aliança com o senador Wilder Morais (PL) em um segundo turno. A manifestação provocou reação da campanha do candidato do PL, que negou qualquer acordo previamente estabelecido entre as duas candidaturas.

Segundo informações publicadas pelo Jornal Opção, a declaração de Marconi teria provocado preocupação no núcleo bolsonarista ligado à campanha de Wilder. A avaliação seria de que uma aproximação antecipada com o tucano poderia interferir na estratégia eleitoral do senador, que busca se apresentar como alternativa aos principais grupos políticos que disputam o Palácio das Esmeraldas.

A preocupação nos bastidores estaria relacionada também ao impacto de uma eventual associação da imagem de Wilder com a trajetória política de Marconi, que governou Goiás por quatro mandatos e acumula, ao longo dos anos, forte presença no cenário político estadual.

Campanha de Wilder nega entendimento

Diante da repercussão, a campanha de Wilder reagiu e afirmou que não existe qualquer composição previamente acertada com outras candidaturas.

“Não há nenhuma tratativa com outras candidaturas para composição em um eventual segundo turno”, informou a equipe do senador.

Nas redes sociais, Wilder também reforçou a estratégia de se colocar como uma opção independente, utilizando a mensagem “Nenhum dos dois”, em referência a Marconi Perillo e ao governador Daniel Vilela (MDB).

Marconi afirma que apoio seria recíproco

A negativa da campanha de Wilder, entretanto, contrasta com uma declaração feita pelo próprio Marconi quatro dias antes, durante entrevista à Rádio Terra.

O ex-governador afirmou que apoiaria Wilder caso não chegasse ao segundo turno e disse que o senador já teria sinalizado a interlocutores que faria o mesmo.

“Eu já disse publicamente nas minhas reuniões que, se eu não for para o segundo turno, eu apoio a candidatura dele (Wilder). E ele já disse para muitos amigos que fará o mesmo”, declarou Marconi.

A fala criou uma divergência pública entre os dois grupos. Enquanto Marconi fala em apoio mútuo, a campanha de Wilder procura afastar, neste momento, qualquer compromisso com outras candidaturas e sustenta que possíveis alianças deverão ser discutidas somente diante de um eventual segundo turno.

Relação política vem de longa data

Apesar da atual distância no discurso eleitoral, Marconi e Wilder possuem uma relação política que remonta ao início da trajetória do senador na vida pública.

Em janeiro de 2011, no começo do terceiro mandato de Marconi como governador de Goiás, Wilder Morais foi nomeado secretário de Infraestrutura do Estado.

A relação histórica entre os dois adiciona um elemento a mais à disputa de 2026 e mantém aberta a possibilidade de novas movimentações políticas ao longo da campanha.

Por enquanto, as duas candidaturas sustentam posições distintas: Marconi admite publicamente a possibilidade de apoio recíproco, enquanto Wilder nega qualquer entendimento prévio. O episódio, porém, já colocou uma eventual composição entre os dois no centro das especulações políticas em Goiás.




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