PF apura suposta rede de influência midiática ligada a Daniel Vorcaro e Banco Master

Depoimentos e mensagens entregues à Polícia Federal apontam estratégia milionária para ampliar presença em veículos de comunicação e influenciar narrativas digitais


PF apura suposta rede de influência midiática ligada a Daniel Vorcaro e Banco Master Mensagens e depoimentos analisados pela Polícia Federal indicam suposta estratégia de expansão midiática ligada ao Banco Master e a veículos de comunicação.

O nome de Daniel Vorcaro voltou ao centro dos bastidores políticos e empresariais após novas informações entregues à Polícia Federal apontarem uma suposta estrutura de influência midiática articulada nos últimos anos. O material foi apresentado por Thiago Miranda, proprietário da agência Mithi e ex-CEO do portal de celebridades.

Segundo relatos entregues às autoridades, o empresário teria detalhado reuniões, conversas e movimentações financeiras que sugerem uma estratégia de construção de um conglomerado de comunicação associado ao dono do Banco Master. De acordo com o depoimento, a operação teria sido estruturada de forma indireta, utilizando o empresário Flávio Carneiro como figura formal em participações societárias de veículos de mídia.

Entre os nomes citados nas conversas estariam o portal de celebridades ligado a Léo Dias, além de participações em veículos como IstoÉ, Brazil Journal e PlatôBR. A versão apresentada por Miranda sustenta que Vorcaro teria demonstrado interesse em consolidar influência sobre diferentes frentes da comunicação nacional.

Por outro lado, Flávio Carneiro confirmou participação societária em alguns empreendimentos de mídia, mas negou que Daniel Vorcaro atuasse como investidor oculto. Segundo ele, o Banco Master teria mantido apenas relação comercial por meio de publicidade institucional e contratos de mídia.

O episódio também reacende questionamentos após informações anteriores indicarem investimentos expressivos do banco em plataformas digitais e veículos de comunicação. Relatórios divulgados anteriormente mencionaram aportes milionários destinados ao fortalecimento de presença publicitária, levantando discussões sobre possíveis impactos editoriais em coberturas jornalísticas.

Outro ponto que chama atenção no material analisado pela Polícia Federal envolve o chamado “Projeto DV”, que, segundo as mensagens apresentadas, previa investimentos mensais para mobilização de perfis de grande alcance nas redes sociais com críticas ao Banco Central e defesa de interesses institucionais. Entre os nomes citados estariam perfis de entretenimento e influenciadores digitais, além do jornalista Luiz Bacci.

Além disso, mensagens apreendidas também teriam revelado uma suposta tentativa de monitoramento e ataque digital envolvendo o jornalista Lauro Jardim, fato que passou a integrar a linha de apuração das autoridades federais.

Até o momento, os envolvidos citados negam irregularidades, e o caso segue sob análise da Polícia Federal. Não há condenações ou decisões judiciais definitivas sobre os fatos narrados, enquanto as investigações continuam avançando nos bastidores do poder econômico e midiático no país.




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