Carne bovina brasileira busca novos mercados diante de limite de importação da China

Aproximação do teto imposto pelo governo chinês deve redirecionar exportações e levar o setor pecuário a reorganizar sua estratégia comercial


Carne bovina brasileira busca novos mercados diante de limite de importação da China Aproximação do limite de compras da China leva o setor brasileiro de carne bovina a buscar novos destinos no mercado internacional.

O mercado brasileiro de carne bovina deverá passar por uma nova reconfiguração nos próximos meses. Maior exportador mundial do produto, o Brasil se aproxima do limite de importação estabelecido pela China, principal destino da proteína nacional no exterior.

No início deste ano, o governo chinês adotou cotas de importação com o objetivo de proteger a produção doméstica. Pelo novo modelo, os embarques que ultrapassarem o volume autorizado ficam sujeitos a uma tarifa adicional de 55%, medida que reduz significativamente a competitividade das negociações.

Nos primeiros três meses do ano, o Brasil embarcou mais de 510 mil toneladas de carne bovina para o mercado chinês, o equivalente a 46% do teto anual. Estimativas do setor apontam que esse percentual já ultrapassou 65%, o que acendeu um alerta entre exportadores e frigoríficos.

Com a possibilidade de esgotamento da cota antes do fim do ano, a expectativa é de que o comércio entre os dois países passe por desaceleração, exigindo uma redistribuição dos volumes para outros mercados internacionais.

A China ocupa posição estratégica na balança comercial brasileira do setor. No ano passado, o país asiático respondeu pela compra de 1,68 milhão de toneladas de carne bovina brasileira, consolidando-se como principal parceiro comercial nesse segmento.

Diante desse cenário, os exportadores brasileiros já avaliam alternativas para absorver o excedente. Entre os destinos apontados pelo mercado, os Estados Unidos aparecem como um dos principais potenciais compradores, ao lado de outros mercados com demanda crescente por proteína animal.

Internamente, o movimento também pode gerar reflexos na cadeia produtiva. Com menor ritmo de exportação para o principal comprador, a indústria prevê desaceleração nos abates e ajustes na produção, fator que pode influenciar o desempenho da pecuária nacional, atividade que tem peso relevante na economia brasileira.




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